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01 de abril de 2019

Educação Alimentar é coisa séria

Na hora do lanche da Educação Infantil, enquanto os alunos estão entretidos com a merenda, professores e auxiliares estão de olho para saberem quem come tudo ou não. Mais do que isso, quem lida com os pequenos precisa ter atenção aos alimentos que estão sendo rejeitados e precisariam ser consumidos pelas crianças para que comam de forma balanceada.

Como resultado dessa observação diária, teve início o Projeto Educação Alimentar no 2º período B, quando a professora identificou que algumas crianças se recusavam a comer a fruta trazida de casa, outras precisavam de auxílio para comer todo o lanche, ou ainda, não reconheciam a necessidade da ingestão de água ao longo do horário da aula. Com a intenção de formar as crianças, para que adquiram conhecimento em relação a hábitos saudáveis, a professora propôs uma investigação sobre o assunto.

Nesse trabalho, além de debater o assunto em pauta e ampliar o entendimento das crianças, os alunos têm a oportunidade de assumir uma postura de estudante, buscando informações em diferentes fontes, como livros, revistas, internet e por meio de profissionais da área. “O envolvimento das crianças é visível. Mesmo sem enviar para as famílias qualquer comunicado formal, já trouxeram materiais para pesquisa e apresentaram aos colegas, citando detalhes sobre o conteúdo do texto, além de conversarem informalmente sobre hábitos saudáveis do seu cotidiano dentro ou fora do colégio”, revela a professora Bárbara Mol.

A iniciativa ainda contribui para que os alunos contrastem opiniões, contestem uma visão única da realidade e aprendam de forma contextual e interdisciplinar. Do ponto de vista comportamental, o projeto também trata sobre o respeito às diferentes culturas e incentiva as crianças a esperarem a vez de falar durante as rodas. Ao longo de todo o processo, é possível avaliar a postura do grupo em relação à disposição e mudança de postura investigativa, assim como a análise do comportamento individual.

“A intenção em um trabalho com projetos não está relacionada ao fato de aprenderem somente sobre o assunto abordado, e sim que participem de ricos momentos”, relata Bárbara.

A gestão de conhecimentos originados pelo projeto, como o tempo de duração e as questões investigativas, abrangem desde as questões levantadas pelas crianças, até as informações pesquisadas em grupo e o olhar da professora como fatores que norteiam os caminhos a serem seguidos para manter o projeto sempre vivo na rotina escolar.

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