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09 de novembro de 2019

Laura Nastrini ajuda a escrever a nossa história

Tudo começou há pouco mais de cinco anos, com uma despretensiosa raquete de Tênis do Bob Esponja que o pai resolveu trazer de presente de uma viagem. Laura Nastrini, que completou 13 anos em junho de 2019, é aluna do 7º ano do Colégio Santo Agostinho Nova Lima e atleta do Minas Tênis Clube, vencedora de importantes títulos.

Sempre adepta do esporte, Laura começou desde muito cedo a praticar natação, ballet e ginástica olímpica. A mãe, Ana Flávia Sanches, chegou a ser chamada no Minas Tênis Clube, quando os técnicos se disseram impressionados pelo fato de Laura, aos 6 anos de idade, ter força e equilíbrio compatíveis a meninos de 9 anos, o que os levou a convidá-la para integrar a pré-equipe de ginástica olímpica. O pai, Marcos Nastrini, apaixonado por Tênis, presenteou a filha com a tal raquete do personagem de desenho animado, iniciando a menina de então 7 anos nessa modalidade. A brincadeira tomou um caminho sério, até se tornar o esporte do coração de Laura. “Ela começou a jogar, foi se destacando e tomando gosto. Hoje é difícil tirar a raquete dela. Às vezes, está aquele silêncio e ela fazendo movimentos de jogadas. Faz parte da vida dela de uma forma muito natural”, conta a mãe, Ana Flávia, com orgulho.

Só em 2019, Laura foi campeã da Copa da Federação Mineira de Tênis, na etapa Varginha (MG); campeã da Copa Minas; vice-campeã do Campeonato Brasileiro Interclubes, na etapa São Paulo (SP); vice-campeã do Campeonato Brasileiro do Circuito Sudeste sediado em Belo Horizonte (MG); vice-Campeã do Campeonato Brasileiro do Circuito Sudeste sediado em Uberlândia (MG); vice-campeã do Campeonato Brasileiro do Circuito Centro-Oeste sediado em Goiânia (GO). No final de outubro deste ano ela foi convocada para disputar, em Curitiba (PR), o Campeonato Brasileiro Interclubes com a equipe do Minas. Além das competições que ela participa, ainda têm os jogos que a atleta precisa recusar para não se ausentar por muitos dias da escola, como foi o caso da recente disputa no Chile, onde Laura precisaria permanecer por duas semanas afastada da sala de aula.

As vitórias no Tênis resultam de um esforço conjunto que reúne disciplina, cuidado com as rotinas de alimentação e sono e suporte dos treinadores e da família, que acreditam no potencial de Laura como atleta e estudante, prestando o apoio necessário para ela alcançar os seus sonhos e se manter firme nos seus propósitos, apesar do tamanho do seu desafio. Ana Flávia, sua mãe, deixa claro que estudo e esporte são muito importantes na vida, mas se for necessário escolher um entre ambos, Laura já sabe que a escola terá prioridade. “Ela se sacrifica fazendo os deveres do Colégio no fim de semana, porque gosta muito do Tênis e quer continuar a praticá-lo, então o que ela se propõe a fazer é com responsabilidade e eficiência. Fico impressionada como a Laura aprendeu a otimizar o pouco tempo que tem”, explica Ana.

O aproveitamento do tempo é extremamente elevado para Laura. Como é o caso do inglês, por exemplo, já que ela não possui disponibilidade de horário para cursar o idioma em uma escola especializada, faz aula uma vez por semana com uma professora particular. A maneira como Laura se organiza para dar conta de tudo surpreende a família, os professores do Colégio e os técnicos do Minas.

O esporte em si já exige disciplina, sua equipe é muito séria e comprometida, fatores que se tornam diferenciais para Laura, como estudante, e em outras áreas da sua vida. A socialização é um ponto positivo herdado da prática esportiva, que proporciona boas amizades e diversão com a turma do clube, com quem a atleta gosta mais do que de jogar Tênis, mas também aproveitar para sair e passear nos shoppings, cinemas e restaurantes da capital mineira. Em casa, a atleta madura revela seu “Q” de menina nas brincadeiras descontraídas com o irmãozinho caçula de 8 anos de idade, também tenista, com quem interage com muitas risadas.

Equilíbrio emocional, segurança, tranquilidade e confiança são atributos adquiridos com o esporte. Laura não apavora e concilia seus compromissos com a mesma destreza com que maneja a raquete e a firmeza de suas jogadas certeiras em quadra. Energia e disposição são determinantes para conseguir cumprir sua agenda intensa de treinos, campeonatos, estudos e vida social. Quando em competições, Laura chega a acordar às 5h30 para treinar, retorna para a concentração e toma café da manhã antes de seguir o dia.

A autonomia é outra habilidade que Laura desenvolveu com o esporte, em especial no Tênis, que requer muito foco e que ela tome decisões sozinha. Afinal, na hora do jogo é entre a atleta, a raquete e a bola. Assim, ela sempre se virou sozinha. Nas viagens como atleta, desde pequena faz questão de arrumar sua mala e sua mãe relata que ela nunca esqueceu “uma agulha” nos hotéis. “A mala volta toda organizada, com roupa limpa separada da suja, que é colocada em um saco à parte, e o tênis sujo de saibro em outro plástico. A gente acha que os filhos não vão dar conta, mas eles tiram de letra”, conclui Ana Flávia.

Segundo os técnicos, Laura possui uma inteligência de quadra diferenciada. Sua visão sistêmica permite que ela enxergue o jogo como um todo e os especialistas do Minas Tênis Clube avaliam que é como se ela conseguisse visualizar suas jogadas do lado de fora da quadra. A técnica Fernanda Ferreira, conhecida carinhosamente pelos atletas do Minas como Fifous, diz que Laura tem uma tática diferente da maioria, o que é difícil de se ver em garotas da sua idade. Fifous elogia a pupila como uma menina muito educada, fácil de lidar e com um potencial para alçar posições de destaque no esporte, como por exemplo a conquista de bolsa de 100% para estudar nos Estados Unidos da América (EUA).

As universidades americanas e instituições de ensino superior internacionais, de um modo geral, ficam atentas a esses perfis de estudantes. Isso porque o esporte interfere positivamente na maneira de o atleta raciocinar. Os professores do Colégio Santo Agostinho avaliam que Laura possui uma facilidade peculiar para questões lógicas de Matemática, percorrendo raciocínios complexos e apropriados para se chegar ao resultado correto. “Essa é uma habilidade que ela adquiriu a partir do esporte”, destaca Ana.

A equipe Pedagógica da nossa escola e os colegas de Laura se orgulham por poderem conviver com uma pessoa tão especial e que ajuda a escrever a história do nosso Colégio. Parabéns, Laura! Quando sabemos que os nossos alunos estão passando bem pela vida e por qualquer lugar, desfrutamos da sensação de dever cumprido.

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